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March 23, 2014
March 23, 2014

Pão, trabalho, tecto: Marcha pela dignidade Madrid 22M

Author: Sofia Tipaldou Translator: Gustavo Roxo
Category: Protest
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Pão, trabalho, tecto: Marcha pela dignidade Madrid 22M

Dignidade, pão e paz!

Aproximadamente dois milhões e meio de pessoas tomaram ontem as ruas de Madrid, em protesto contra as políticas económicas e anti sociais do governo. Seis blocos chegaram a Madrid vindos de todo o país; Segundo os Organizadores da Marcha pela Dignidade (Coordinadora 22M), cerca de 70,000 pessoas vieram de autocarros (num total de 90), comboios, por meios próprios e até a pé! (há cerca de um mês iniciaram a viagem a pé até Madrid). Outros blocos vieram de fora, por exemplo de Berlim, Hamburgo e de outras cidades para se juntarem ao protesto.

Entretanto, a polícia respondeu com uma forte presença de 33 Unidades de Polícia de Intervenção (PIU) e um total de cerca de 1650 polícias de choque de forma a “ prevenir, como já aconteceu no passado, que após o final das manifestações pacíficas, alguns intervenientes violentos usem a noite para provocar a polícia, atirar objectos ou invadir as ruas, bloqueando o tráfego”. Talvez pela mesma razão a Guarda Civil parou alguns dos autocarros que se dirigiam a Madrid, como alguns manifestantes afirmaram.

Participaram nos protestos mais de 150 organizações, desde aqueles Afectados Pelas Hipotecas (PAH), a Izquierda UnidaDemocracia Real YA, sindicatos, a Frente Cívica Somos a Marioria (FCSM), 15M, Coordinadora 25S assim como os bombeiros de Madrid. O seu objectivo é espalhar uma mensagem muito simples, de acordo com a declaração dos organizadores: que as pessoas não querem viver nesta privação económica e social, em sofrimento, pobreza, fome e morte, para que os bancos e as elites económicas continuem a lucrar à custa das suas vidas.

“A Sociedade está a acordar, o teu partido está a acabar”. Os manifestantes denunciaram as condições de “emergência social” sob as quais a maioria da população espanhola vive e exigiram que o governo termine com os cortes e despedimentos. Outros slogans nas faixas exigiam a libertação do governo por parte da Troika e o seu objectivo de pagar a dívida criada para salvar os bancos. O manifesto completo da Coordinadora 22M pode ser encontrado aqui.

O protesto terminou em confrontos, quando um grupo de pessoas tentou aceder à sede do PP (Partido Popular). Alguns manifestantes tentaram acampar no centro de Madrid. Segundo o LaVanguardia, os confrontos terminaram em 24 detenções e 101 feridos (67 dos quais agentes da polícia).A polícia chamou no twitter os manifestantes de “desrespeitadores do 22M”, enquanto aporta-voz do governo em Madrid, Cristina Cifuentes, acusou os manifestantes de serem “ criminosos, vândalos e selvagens”.

E, porque a História é um bom guia para o futuro, lembra Mariano Rajoy que, após o protesto “Ocupar o Congresso 25 S” em 2012, saudou aqueles que não protestaram e não falaram para as notícias.

Já sabem!

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